Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

O Poema Mais Bonito do Mundo

Hoje quis fazer algo especial

Algo deslumbrante e não banal

 

Quis escrever o poema mais bonito do mundo

Mas não podia falar deste local imundo

 

Pensei escrever sobre coisas passadas

Mas percebi que não devem ser recordadas

 

Quis escrever sobre coisas do futuro

Mas previ um futuro duro

 

O poema mais bonito do mundo

Tinha que o procurar bem no meu fundo

 

Tinha que falar sobre algo só meu

Tinha que falar da Terra e do Céu

 

Pensei falar-vos da puta Maria

Mas a vida dela cheira pior que a ria

 

Pensei falar-vos do meu tio Daniel

Que sempre teve dificuldade em ser fiel

 

Vou falar-vos da minha namorada

Que vive iludida que é amada

 

Talvez seja melhor falar-vos de mim

Antes que chegue o meu fim

 

Talvez vos fale do meu primo Morgado

Que não passa de um drogado

 

Talvez da minha prima Beatriz

A mais cara meretriz

 

Já sei, hoje falo do meu amigo Venceslau

Que tem a mania que é mau

 

Vou falar-vos da minha amante Idalina

Que só me interessa como ela pina

 

Vou falar-vos do meu verdadeiro amor

Do qual só conheço o seu odor

 

Vou falar-vos de putas e cabrões

Que por aí há aos trambolhões

 

Era o poema mais bonito do mundo

Mas é impossível faze-lo neste mundo imundo.

sinto-me: uhmmm
publicado por sensei às 10:42

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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

SONO

Tenho sono

Quero dormir

Deixar o meu ser vaguear

Deixar a minha alma ir

 

Tenho sono

Preciso de descansar

Não aguento tanto tempo

Acordado a espera de te ver chegar

 

O sono já me invadiu

De uma maneira letal

A minha cabeça fugiu

Para ou plano astral

 

Tenho sono

Tenho os olhos a fechar

Um peso no meu peito

Que me dificulta o respirar

 

Tenho sono

Nada ouço ao meu redor

Nesta cama tão grande

Espero por ti amor

 

Tenho sono

Mas não consigo dormir

Não consigo tirar da ideia

A imagem de nós dois a discutir

 

Tenho sono

Mas não durmo sereno

Tenho medo que a guerra

Também invada o meu terreno

 

Tenho sono

Mas não durmo

Também não acordo

Mas tenho sono

publicado por sensei às 14:15

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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

Mata-a aos poucos

A noite escura

O céu estrelado

A tristeza mais dura

Mora aqui ao lado

 

A cama enorme

No quarto metida

Um animal com fome

A cruzar a avenida

 

A porta do quarto

Um pouco entreaberta

O espaço habitado

Por uma alma desperta

 

A frieza no olhar

O corpo despido

A espera não se pode prolongar

Há um manjar para ser comido.

 

O mundo fecha-se

Sobre o quarto, inquieto,

Numa demonstração de frustração

Não de amor e afecto.

 

O animal já saciou

O desejo que o possuía

No colchão se prostrou

Enquanto a vitima se esvaía.

 

Não se esvaía em sangue

Que pouco lhe corre no corpo

Esvaía-se antes

Na falta de conforto.

 

Não houve um carinho

Um mimo ou um beijo

Não houve amor

Não houve desejo.

 

O animal sai

Poucas palavras ele diz

O animal lá vai

Agora com um ar feliz.

 

A presa que possuiu

No quarto prostrada ficou

Sonhou que fugiu

Mas perguntou-se “para onde vou?”

 

Regressa a casa satisfeito

O animal saciado

Que o seu maior defeito

É pensar que a usou sem pecado.

 

A noite não passa

O relógio não anda

A presa ressaca

E não vai a nenhuma banda.

 

O dia nasceu

O sol está a brilhar

E com ele morreu

Mais um conto de arrepiar.

publicado por sensei às 13:21

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A minha riqueza

Ontem perguntas-te

Porque andava sempre de mãos a abanar

Parece que só de mim gostas-te

Quando tive algo para te dar.

 

Olhas-te nos meus olhos

E disseste com frieza

Que eu tinha mudado muito

E eu perguntei se tinhas a certeza

 

Respondeste-me que sim

E nem consegues imaginar

A alegria que causas-te em mim

Por essa certeza tu me dares.

 

É que eu percebi

Que não posso comprar ninguém

Com os presentes que te ofereci

Ou que ofereci a alguém.

 

É por isso que hoje

Dizes que ando com as mãos a abanar

Mas as mãos cheias, de nada valem,

Se não tivermos carinho para dar.

 

Hoje carrego comigo

Nestas mãos que tu vês

O tesouro mais pedido

O tesouro que não vês.

 

Carrego nas mãos, para ti, vazias

E no coração também

Muito amor e alegria

Para oferecer a alguém

 

É o meu maior tesouro

Que não posso esconder

Quero dá-lo a todo o mundo

Quero dá-lo até morrer.

 

Só assim terei riqueza

E muita comodidade

Porque não suporto a frieza

Desta nossa sociedade.

sinto-me: Normal
publicado por sensei às 11:40

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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

Diabo

Já me chamaram Diabo

Por várias coisas que fiz

Coisas que por vezes não levei a cabo

Mas por dizer coisas que ninguém diz

 

Já estou habituado

A este tipo e agressão

Seráque sou mesmo um diabo

Mesmo um diabo sem coração?

 

Imagino que o seja

Porque muita gente o diz

Felizmente não causo inveja

Mas não posso dizer que sou feliz

 

Porque neste mundo de cão

Ninguém um diabo quer ser

Preferem ser o que não são

Eu prefiro ser o que quiser.

sinto-me: diabo
publicado por sensei às 15:19

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