Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

NOITE DE AZARRRR!!!!!

A noite quente de Verão,

Escondeu na escuridão,

O som do teu chegar

 

A cor do teu batom,

Escondeu da multidão

O sabor do teu beijar.

 

Aquele leve vestido,

Mais tarde despido,

As tuas curvas estava a realçar.

 

A tua cara bonita,

De menina jovenzita,

Que logrou me encantar.

 

O teu cabelo

Tão liso, tão belo,

Deixou-me a flutuar

 

Sobre os teus peitos,

Tão delicados e perfeitos,

Eu quis ter lugar

 

No teu quarto,

O teu belo recanto,

Deixamo-nos embalar.

 

No teu regaço,

Com algum embaraço,

Eu fui brincar.

 

Eras tão bela, Flor,

No meu peito provocas-te um ardor

Que alguém teimou em apagar.

 

Quando no corredor,

Já nós cheios de suor,

Ouvimos alguém caminhar,

 

Era o teu namorado,

Esse desgraçado,

Que acabava de voltar.

 

Mais cedo que o normal,

Logo hoje, esse animal,

Tinha que cedo regressar.

 

Fugi pela janela,

Fui mordido pela tua cadela,

E não pude gritar.

 

A roupa lá caía,

Enquanto eu corria,

Para me poder abrigar,

 

Nu, pelado lá ia,

O mais rápido que podia,

Para me tentar agasalhar

 

Para trás nem olhava

Pois só me importava

Depressa dali bazar

 

Agora que escrevo,

Estes versos, este enredo,

É que estou a pensar

 

Sete pontos eu levei

A queca eu não dei

Nessa noite de AZAR….

publicado por sensei às 14:45

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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Diz-me

Não te vás

Não me fujas

Não desapareças

Não te iludas

 

Não atendas ao que digo

Porque pode não ser a verdade

Mas atende ao que eu faço

Num gesto, num expressar de vontade

 

Da boca saem palavras,

Que pelo vento são levadas

Do coração saem gestos

Saem imagens que em nós ficam gravadas

 

Não penses no que te disse

Num momento de cabeça quente

Mas pensa no que eu fiz

Nos momentos de cabeça assente

 

Não te isoles do mundo

Por eu dizer que temos que acabar

Pois sabes que lá no fundo

O meu desejo é recomeçar

 

Dá-me esperança

De que comigo vais lutar

Esta luta infame

Para o amor triunfar

 

Junta-te a mim

Olha no mesmo sentido

Deixa de ver em mim

Mais um simples amigo

 

Sei que fui eu que disse

Que somente era um amigo

Mas foi uma frase solta

Não o desejo que trago comigo

 

Dá-me esperança

Diz-me que não vou esperar

Diz-me o que o teu coração quer,

Diz-me que não vais “viajar”

 

Diz-me que podemos

Dar o passo a seguir

Isto se ambos quisermos

Mas desta vez sem mentir

 

Deixa os ciúmes

Fechados num alçapão

Deixa ser o amor

A reinar no teu coração

 

Vamos encarar o futuro

Lutar por algo melhor

Pode ser um pouco duro

Mas tudo construiremos ao nosso redor

 

Vem arriscar comigo

Nem que seja só desta vez

Perde o medo de arriscar

Perde essa timidez

 

Arrisca procurar a felicidade

Arrisca procurar ficar a meu lado

Vamos alegrar os nossos dias

Vamos alegrar o nosso fado

 

Diz-me que sim

Não digas para eu procurar alguém

Diz-me que vais ficar perto de mim

Diz-me que me queres bem

 

Vamos morar juntos

Debaixo do mesmo tecto

Vamos mostrar a nós próprios

Que também sabemos dar afecto

 

Não me fujas

Não me abandones

Volta para mim

Não me digas que o amor por mim chegou ao fim

 

Diz-me a verdade

Se queres a meu lado lutar

Se queres comigo ser feliz

Se me queres verdadeiramente amar.

publicado por sensei às 12:14

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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

dia dos namorados

Hoje é um dia especial

Dia dos namorados

Eu tento torna-lo banal

Mas para mim é o dia dos falhados

 

Hoje devia ter

Alguém para mimar

Alguém para poder

Dizer que loucamente a estou a amar

 

Mas hoje, como sempre

Solitário e amargurado estou

Ninguém quer um ser tão deprimente

Um ser que a solidão criou

 

Vou ficar aqui fechado

No meu mundo encantado

Neste quarto alugado

Neste canto resguardado

 

Vou ouvir e imaginar

Como se estão a divertir

Os casais de encantar

Que somente sabem sorrir

 

Agora que o dia chegou

A solidão me atormenta mais

Eu não sei para onde vou

Os meus dias parecem funerais

 

Não tenho a alegria

De a meu lado ter uma mulher

Uma dama, uma rapariga

Que eu sonho um dia vir a ter

 

Para mim é o dia dos falhados

Tristes, abandonados

Sós, desajeitados

Feios, amargurados

 

Eu sou o maior de todos eles

Sou feio e reles

Sou um ser animal

Se calhar um ser banal

 

Mas o dia hoje vai terminar

E eu sozinho vou estar

Assim vou continuar

Á espera de alguém para  amar…

publicado por sensei às 13:43

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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Onde estás???

Abandonado

Sinto-me destroçado

Um ser amargurado

Com o coração despedaçado

 

Espero à muito tempo

A princesa que me virá salvar

Espero a mudança do vento

Desta época de azar

 

Fechado neste buraco

Onde ninguém me pode ver

Sou um pássaro fechado

Com pouco ou nada a perder

 

Espero a princesa

Corajosa e bonita

Que montada e bela

Me liberte desta gruta maldita

 

Onde estás tu princesa

Tardas em chegar

Com a tua beleza

Disposta a me libertar

 

Onde andas tu perdida

Que o caminho não encontras?

Onde andas tu perdida

Que a tua beleza não demonstras?

 

Estou só

Estou abandonado

Reduzido a pó

Tudo como ser amargurado

 

Onde estás tu minha deusa

Quando me vens buscar

É assim que a história reza

Essa história de encantar

 

Onde estás tu

Não quero ficar só no S. Valentim

Só, sinto-me nu

Só, sinto uma tristeza sem fim

 

Quem que quer salvar

Desta minha caverna

E o meu coração iluminar

Com a luz eterna…

publicado por sensei às 13:37

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Terça-feira, 16 de Outubro de 2007

Diz-me o meu valor

Começo a pensar,

Que se calhar,

Tinham razão.

 

As minhas amantes,

Bastante tolerantes,

Nisso de que o mau sou eu.

 

Será que vivi,

E nunca admiti,

Na ilusão.

 

De que lhes dei muito prazer,

Mesmo por vezes a saber,

Que poderia não ser verdade.

 

Começo a acreditar,

Que a razão de me deixar,

Não era só do meu feitio

 

Que sei que é ruim,

Mas nunca ditou o fim

De nenhuma aventura.

 

Será que vivi,

E até a mim menti,

Numa ilusão?

 

E que sem língua e mão,

O resto da armação,

Nunca as cativou?

 

Tenho a sensação

Que fui uma desilusão

Para quem comigo dormiu.

 

E sei que sempre assim serei,

Se calhar porque nunca me importei

Verdadeiramente das suas necessidades.

 

Será que errei,

E só agora me precatei,

E já vou tarde demais?

 

Porque por mim já passaram,

E até me abandonaram,

Mulheres que eu amei.

 

Será que no fim

Vou ficar assim

Sozinho a ver o luar?

 

Ou será que o luar

Também me vai abandonar

Por eu não o entender?

 

Já sei que sou mau,

Talvez mesmo banal,

Nisto do sexo e do amor.

 

Diz-me tu, mulher,

Será que eu sei ver

O que necessitas?

 

Diz-me se fui bom ou mau,

Espectacular ou banal,

Tu que comigo dormiste.

 

Diz-me, preciso de saber,

Para tentar perceber

O porquê da minha solidão.

 

Diz-me, para eu ver

Se ainda te posso ter

E amar-te de todo o coração.

 

Porque sei que sexo não é tudo

Mas sem sexo a vida é como um mudo

Que nem sempre se consegue explicar.

 

Sei que amor é mais importante,

Mas sem sexo torna-se distante,

E o que queremos é proximidade.

 

Porque todos somos animais

Com necessidades carnais

E o sexo é a melhor.

 

Digo eu que nada sei,

De virgem ainda não passei,

Mas é o que vejo em revistas e jornais.

 

Diz-me de verdade,

Sem pita de maldade,

Se tenho “valor”

No mais puro acto de Amor.

sinto-me: Virgem
publicado por sensei às 13:20

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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

Iniciação ao sexo

Há quem diga que é bom

Há quem diga que começa a ser banal

Há quem o exprima em canção

Eu gostava de saber como é afinal.

 

Uns gostam de inovar

Outros dizem que na cama é o lugar

Uns dizem que temos que amar

Para realmente funcionar

 

Dizem que é bom

Que é fenomenal

Dizem que é bom

Que nos levanta o astral

 

Já ouvi falar de 3 pratos

Oral, anal e vaginal

Com tantos pratos não ficam fartos

Não enjoam no final.

 

Já ouvi chamar de sexo

Já ouvi chamar de amor

Dizem as mulheres

Que no inicio causa dor

 

Chamam de queca

Foda, pinanço

Caibrada, levar na parreca

Ou até mesmo afogar o ganso.

 

Como hei-de eu de chamar

A algo que nunca fiz

Mas que gostava de experimentar

Tenho este desejo desde petiz

 

Gostava de ter uma mulher

Que e mostra-se esse lugar

Mas uma verdadeira mulher

Não daquelas de alugar

 

Amigos meus já disseram

Que é bom à farta

Eles até já quiseram

Que eu fosse à puta Marta

 

Tenho pena de não ter

Ainda experimentado

Eu já ouvi dizer

Que é preciso ser amado

 

Eu ainda só beijei

Uma amiga uma vez

Mas agora nem sei

Se não seria um homem na sua vez

 

Gostava de me iniciar

Neste mundo de fodanguice

E eu para começar

Nem preciso de nenhuma miss

 

Alguém me pode ajudar

Explicar-me como devo fazer

Para eu me poder inciar

Nesse prazer que é foder.

publicado por sensei às 14:21

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O Poema Mais Bonito do Mundo

Hoje quis fazer algo especial

Algo deslumbrante e não banal

 

Quis escrever o poema mais bonito do mundo

Mas não podia falar deste local imundo

 

Pensei escrever sobre coisas passadas

Mas percebi que não devem ser recordadas

 

Quis escrever sobre coisas do futuro

Mas previ um futuro duro

 

O poema mais bonito do mundo

Tinha que o procurar bem no meu fundo

 

Tinha que falar sobre algo só meu

Tinha que falar da Terra e do Céu

 

Pensei falar-vos da puta Maria

Mas a vida dela cheira pior que a ria

 

Pensei falar-vos do meu tio Daniel

Que sempre teve dificuldade em ser fiel

 

Vou falar-vos da minha namorada

Que vive iludida que é amada

 

Talvez seja melhor falar-vos de mim

Antes que chegue o meu fim

 

Talvez vos fale do meu primo Morgado

Que não passa de um drogado

 

Talvez da minha prima Beatriz

A mais cara meretriz

 

Já sei, hoje falo do meu amigo Venceslau

Que tem a mania que é mau

 

Vou falar-vos da minha amante Idalina

Que só me interessa como ela pina

 

Vou falar-vos do meu verdadeiro amor

Do qual só conheço o seu odor

 

Vou falar-vos de putas e cabrões

Que por aí há aos trambolhões

 

Era o poema mais bonito do mundo

Mas é impossível faze-lo neste mundo imundo.

sinto-me: uhmmm
publicado por sensei às 10:42

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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007

Guerra??? Amor???

Preparem as armas

E as munições

Esta velha guerra

É travada nos colchões

 

As mulheres defendem

Que são superiores

Os homens desmentem

Dizem que são os melhores

 

Nós somos mães

E nós somos pais

Nós damos à luz

Mas sem nós não engravidais

 

Nós amamentamos a criança

E nós amamentamo-vos a vós

Já faltava a estupidez

Estúpidas sois vós

 

Nós somos vossas escravas

Não digas mentiras

Nós fazemos toda a fascina

Fazeis? Tem dias.

 

Nós temos um dia internacional

Nós temos 364

Mas não está no calendário

Pois não, mas é um facto

 

Temos prioridade em barcos salva-vidas

Nós sabemos nadar

Somos carregadas na noite de núpcias

É para não te enganares no andar

 

Somos os primeiros reféns a serem libertados

É que nem os sequestradores vos aturam

Olha que fazemos greve de sexo

Não stress, umas notas essas greves furam

 

Se somos traídas somos vitimas

E se nos somos traídos vocês são putas

Mas se traímos vocês são cornos

E nós se traímos somos garanhões.

 

Não somos lésbicas

Por dormirmos com uma amiga

Nós também não

E não esperes que ela te diga.

 

Já demonstramos que somos superiores

E nós que somos melhores

 

Já tou farta de discutir

Porra, logo agora que me estava a divertir

 

Já nem sei que te diga

Nem eu, vamos acabar com esta briga?

 

Tá bem, mas vai com calma

Ok, agora cala-te e anda abafa-la.

publicado por sensei às 11:51

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Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

Viver em Guerra

Procurei um lugar

Procurei um país

Procurei trabalhar

Procurei ser feliz

 

Saí da minha terra

Deixei tudo ficar lá

Parti para uma nova guerra

Parti com uma mente sã

 

O tempo foi passando

E eu forte fui ficando

O trabalho foi andando

E a saudade apertando

 

Tudo o que abandonei

Tudo o que para trás deixei

Ema mais forte do que o que conquistei

Era maior do que o que arrecadei

 

Neguei tudo isto

Não podia ser fraco

Dizia se feliz

Mas de mentir estou farto

 

Faz-me falta o meu pai

A minha mãe e o meu irmão

Da minha cabeça nunca sai

Que até hoje os abandonei em vão

 

Pouco ou nada consegui

Pouco ou nada conquistei

Tudo aquilo que aqui vivi

Até isso detestei

 

Ganhei várias batalhas

Mas a guerra ainda não acabou

Cometi muitas falhas

E abandona-los foi onde tudo começou

 

A imensidão do meu quarto

Que não é meu de verdade

É um quarto alugado

Nem nele estou à vontade

 

Mas nessa imensidão

Quando as luzes se apagam

As saudades e a solidão

Parece que por mim se propagam

 

Quantas vezes eu chorei

Agarrado à travesseira

Quantas noites em claro passei

Por não ter a minha mãe à beira

 

Quantas vezes quis desistir

E voltar ao meu lugar

Ou pensei em construir

Nesta terra o meu lar

 

Mas como posso eu

Um pobre de Deus

Conseguir um lar meu

Se no banco me perguntam “tem bens seus?”

 

Que posso eu responder

Eu nada tenho

Que poderia eu fazer

Penhorar o meu engenho?

 

Desde cedo que eu tento

Fazer algo em que seja feliz

Mas desde cedo que não tenho

Coragem para fazer o que sempre quis

 

Sonhei se arquitecto

Mas não me deixaram mudar de escola

Não por falta de afecto

Mas por falta de “bola”

 

Decidi abandonar

O desporto em que diziam ser bom

Para fazer sem pensar

O desporto do meu irmão

 

O andebol ficou

E no Judo tento singrar

Não porque não goste de andebol

Mas porque o meu irmão quero “animar”

 

Hoje percorro tapetes

Sem muita convicção

Num desporto que eu faço

Mas não por paixão

 

Paixão eu tenho ao meu irmão

À minha mãe e ao meu pai

Hoje nada mais faço por paixão

Hoje por paixão nada me sai

 

Tenho saudades de tudo

Quando era feliz

Quando o meu mundo

Era um mundo petiz

 

Abandonei a família

O Jorge e a Adília

Abandonei o meu irmão

David o campeão

 

Hoje nada tenho

E no buraco me afundo

Choro baba e ranho

Procuro o meu mundo

 

Quero um mundo só meu

Quero ter algo meu

Mas nem com o que ganho ainda deu

Para criar o mundo meu

 

Eu não posso almoçar

Nem sequer jantar

Na casa da mama

Para poder poupar

 

Trabalho tudo o que posso

Para ver se junto algum

Mas quando olho para o bolso

Vejo o bolso em jejum

 

Há quem tenha sorte

E ainda bem que é assim

Mas porque foge a sorte?

Porque foge a sorte de mim?

 

Tenho saudades

Tenho vergonha

Tenho vontades

Mas devo ter “pessonha”

 

Gostava de ter a ajuda

Que felizmente o meu irmão tem

Mas decidi abandona-los

E cá acabo por não ter ninguém

 

No entanto agradeço

A família que Deus me deu

Aos amigos que fiz

A força que cada um me deu

 

Tenho que lutar

Nesta guerra que estou a perder

Para pouco a pouco conquistar

Para pouco a pouco vencer.

sinto-me: Despido, nu
publicado por sensei às 14:22

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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

Falta de diálogo?

Este é um poema que tenta traduzir as conversas de uma familia normal, quando estão juntos.

 

Morreu a tia Quinhas

Mas tu viste aquele golo?

O gajo deve ser mariquinhas.

Dizem que houve dolo.

 

A massa está fria

Mas que raio de morte

Aqueles barcos que andam na ria

O gajo veio do norte

 

Põem a televisão mais alta

Hoje joguei futebol de salão

A minha mãe teve alta

Ao lanche bebi um galão

 

Que gaja boa ali vai

Eu quero rebuçados

Põem isso direito se não cai

Porra, tenho os cordoes desapertados

 

O meu chefe anda maluco

Tá calado de uma vez

Aprendi a escrever cuco

Que grande merda ele fez

 

Dói-me a barriga

Não tens nada que se coma

O João fez-me uma cantiga

Tem um acidente, está em coma

 

Olha, olha para aquilo

Já tou farto de te ouvir

Sabias que há um delta no Nilo

E o gajo começou a fugir

 

A gaja é tão boa

Eu não gosto de ervilhas

Eu disse joaninha voa voa

Eu prefiro o país das maravilhas

 

Tou a falar pró boneco?

Espera, deixa-me ouvir

Apareceu-me em mabeco

Foda-se, o velho começou a tossir

 

Que coisas o meu patrão tem

Preciso de comprar roupa

Eu na moto a cem

Olha que ela não poupa

 

Tenho uma coisa a dizer

Já sei, já sei

Olha estas calças para coser

Admito, eu sou gay.

 

Tu és o quê?

Eu sou gay

És gay porquê?

Aconteceu, não sei.

 

Filho meu paneleiro

És a desgraça da família

Eu um másculo torneiro

Que tenho um filho que é panila

 

Pára de chorar

A culpa é tu, mulher

Com a mania de o mimar

Agora abafar a palhinha ele quer.

 

Mas agora a sério

Eu não sou gay

Precisava era da vossa atenção

Para vos dizer que casei….

 

sinto-me: BEEEEMMMMM
publicado por sensei às 13:09

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