Terça-feira, 1 de Abril de 2008

Tempo de infancia passada

Longe vão os tempos

Em que jogava na calçada

Em que o campo de futebol

Era no meio da estrada

 

Os tempos em que escrevia

Bilhetes ás raparigas

Em que sentia força para tudo

Para esmagar gigantes e formigas

 

Os tempos da inocência

Longe eles vão

Esses tempos de irreverência

Esses tempos de paixão

 

Os tempos de amores eternos

Que duravam uma hora

E dos quais nos recompúnhamos

Numa recuperação sem demora

 

Os tempos em que amigos

Eram todos os que conhecíamos

E por eles nós lutávamos

E por eles nós vencíamos

 

Longe vão os tempos

Em que a maior preocupação

Era marcar um golo

 Ou ver desenhos animados de acção

 

Os tempos em que inimigos

Eram uns seres monstruosos

Mas que se tornavam amigos

E passavam a ser amorosos

 

Tempos em que todos querem

Ser bombeiros ou herói

Onde a ferida no coração

Não sangrava, nem era um dói-dói

 

Esse tempo de inocência

Que teimamos em deixar

Era o tempo que eu gostava

E gostava de para ele voltar

 

Dinheiro nada valia

Bastava um papel com um cifrão

Para sermos os mais ricos

Da vila, da cidade ou da nação

 

Mas porque temos que crescer

E deixar a inocência

E o fazemos a correr

Sem uma única advertência

 

Ninguém nos advertiu

Quando queríamos crescer

Que o tempo infantil

Era o melhor que iríamos ter.

 

publicado por sensei às 13:32

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3 comentários:
De Cataryna a 1 de Abril de 2008 às 15:23
Muito bem!!

Pois é mesmo assim, crescemos e a inocência fica para trás e lá vem as preocupações, os problemas e a decisões k temos de ser nós mesmos a fazer :)

O poema está muito bonito

bjo
De fofinhatuga a 1 de Abril de 2008 às 17:18
Esse era o melhor tempo das nossas vidas...tempo onde não havia preocupações, nem chatices...onde o levantar da cama implicava somente o ir para a escola e regressar para mais umas horas de brincadeira, alguns arranhões e muitas partidas.

O sorriso quase sempre estava presente nos nossos lábios e a inocência levava-nos a imaginação a criar sonhos e cenários idilicos.
O poema tá muito lindo mesmo:)
Adorei.
Jinhos
De GS a 8 de Abril de 2008 às 11:06

É verdade... quendo somos crianças queremos ser adultos depressa mas depois só desejamos não ter preocupações, ou seja, ser criança de novo...

Parabéns...

Beijito

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