Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007

Tenho vergonha

Tenho vergonha

De ser criança

Acreditar na cegonha

Mas viver nesta matança

 

Tenho vergonha

De ver o Homem matar

Mas tendo vergonha

De com o coração amar

 

Tenho vergonha

De ver o racismo

Tenho vergonha

De todo este cinismo

 

Tenho vergonha

De ver prostituição

E pessoas sem vergonha

Gozarem com a situação

 

Tenho vergonha

De ver o filho desrespeitar os pais

Não tendo vergonha

De ferir os seus ideais

 

Tenho vergonha

Dos roubos que se fazem

Não tendo vergonha

De nem olharem para o que trazem

 

Tenho vergonha

De ver matar animais por desporto

Não tendo vergonha

De exibir o animal morto

 

Tenho vergonha

De ver a porta do mundo fechada

Mas muito mais vergonha de a ver manchada

 

Tenho vergonha

De toda a corrupção

De pessoas sem vergonha

Deixando outras sem opção

 

Tenho vergonha

Esta é a verdade

Tenho vergonha

Não falta de vaidade

Tenho vergonha

De verem o mundo a afundar

E ninguém, uma bóia atirar.

 

publicado por sensei às 15:36

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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

Despedida

Disseste que nunca me amaste

Pois não foi o que senti

Disseste que não me queiras fazer feliz

Pois na infelicidade eu não vivi

 

Disseste que era uma boa amiga

Muito mais eras para mim.

Disseste que te fazia sentir bem

Ainda bem que foi assim

 

Um ano e meio durou

Esta história que vivi

Abruptamente terminou

Abruptamente te perdi

 

Se calhar nunca te tive

Como me tiveste a mim

A ti sempre me dei

Do principio até ao fim

 

Conheci-te no trabalho

Logo vi que eras especial

A tua luz me encandeava

A tua luz era a minha essência vital

 

Foi nas escadas

Que tudo aconteceu

Foi onde, eu, Julieta

Beijei o meu Romeu

 

Mais de um ano depois

Voltas-me a abandonar

Eu sei que muito me dói

Mas não tem volta a dar

 

Os momentos de paixão

O sexo, ou amor, intenso

Nunca mais vão regressar

E fico triste quando assim penso

 

Mas mesmo na tristeza

Eu ainda estou feliz

Porque tenho a certeza

Que pela relação tudo fiz

 

Vais seguir o teu caminho

Eu seguirei o meu

Por ti terei carinho

Pois o amor por ti morreu

 

Hoje levanto a cabeça

Respiro fundo e olho em frente

Hoje acabou o teu tempo

Hoje acabou o meu ar deprimente

 

Aqui me despeço

Até outra altura

Nem que seja na boda

Quer seja a minha ou a tua

 

Adeus meu ex-amor

Que com “ferros” me matas-te

Guardo no coração com fervor

O momento em que a ele chegas-te

 

Adeus até qualquer dia

Dedicado às duas donzelas que me pediram para o escrever. Beijinhos M e N.

sinto-me: BEm
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publicado por sensei às 11:48

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Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

A Desconhecida

Troquei um numero

E para ti mandei a mensagem

Quando recebi a tua chamada

Pensei que fosse uma miragem.

 

Como poderia eu

Ter o numero mal anotado

Como poderia eu

Para ti ter a mensagem enviado

 

Logo no primeiro telefonema

Tivemos tempos a falar

Digo-te que senti pena

Ter que desligar

 

A tua voz doce me embalava

O coração no meu peito

A nossa conversa rolava

Sempre dentro do maior respeito.

 

Ficamos os dois abismados

Com tão insólito acontecimento

Rimos durante algum tempo,

Rimos de espantamento.

 

Ficas-te com o meu contacto

Que ao menseger adicionas-te

No fim de semana nada disseste

Só na segunda me ligas-te.

 

Falamos na internet

E ao telefone tambem

Falamos muito tempo

E com isso sentime bem...

sinto-me: Embergunhado... lol
publicado por sensei às 10:44

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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007

A minha morte

Hoje recebi a visita

Que todos queremos evitar

Hoje recebi uma visita

Que me fez arrepiar

 

Hoje visitou-me uma amiga

Que à muito eu não via

Uma amiga muito proxima

Que só sabia que existia

 

Vinha revestida de ouro

De perolas e brilhantes

Vestida de couro

Com brincos cintilantes

 

Vinha bela como sempre

Como sempre eu a quis

Vinha cheirosa como sempre

Com perfume feito em almofariz

 

Hoje passei a tarde com ela

Passeamos e brincamos

Foi então que vi nela

Os anos que desperdiçamos.

 

Hoje recebi dela uma prenda

Que não mais vou esquecer

Era a coragem que eu queria

Para no meu carro correr.

 

Disse-me que eu era bom

Que ela gostava de mim assim

Que adorava quando eu corria

Que iria esperar por mim no fim.

 

Não competia com ninguém

Só mesmo contra mim

A procura daquele alguem

Que me esperaria no fim

 

Ganhei esta corrida

Fiquei em primeiro lugar

Corri pela minha vida

Corri sem parar.

 

E bem que precisava

Eu de ter parado

No cruzamento passava

Quando o semaforo estava encarnado.

 

Corria de tal maneira

Que o cruzamento passei

Passei-o de tal maneira

Que parece que voei.

 

Uma, duas, três

Piroetas dei no ar

Mas infelizmente desta vez

Não tinha juizes para pontuar.

 

Sei que no final

A minha espera ela estava

Numa pose divinal

A morte me esperava.

 

publicado por sensei às 14:05

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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

Morte estupida

O dia já nasceu

O sol já vai a subir

Num mundo só meu

Deixo-me dormir.

 

Mais uma travagem

Mais uma buzinadela

Mais uma pilhagem

De uma vida tão bela.

 

Chego-me à janela

Desconfio o que aconteceu

Mais uma pessoa

Que na estrada morreu

 

Um condutor embriagado

Não conseguiu travar

Para longe foi voado

O corpo que acabou de atropelar

 

As mãos na cabeça

O olhar perdido no chão

A ideia só sua

Que ainda podia ter razão

 

A razão esvaziou-se

Nos copos que bebeu

E ele refugiou-se

Num mundo só seu

 

Só tinha 16 anos

A jovem que morreu

Restava-lhe dois anos

Para acabar o liceu

 

O sonho de enfermagem

Que tanto perseguia

É agora uma miragem

É agora uma utopia

 

Mais uma vida terminada

De forma tão cruel

Mais uma vida terminada

Sem desempenhar o seu papel

 

São horas do diabo

São horas de azar

Dizem as pessoas

Que vão por ali a passar

 

Para mim são horas de merda

Em que um ser inconsciente

Uma vida jovem leva

E uma mãe deixa deprimente.

publicado por sensei às 14:33

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Mata-a aos poucos

A noite escura

O céu estrelado

A tristeza mais dura

Mora aqui ao lado

 

A cama enorme

No quarto metida

Um animal com fome

A cruzar a avenida

 

A porta do quarto

Um pouco entreaberta

O espaço habitado

Por uma alma desperta

 

A frieza no olhar

O corpo despido

A espera não se pode prolongar

Há um manjar para ser comido.

 

O mundo fecha-se

Sobre o quarto, inquieto,

Numa demonstração de frustração

Não de amor e afecto.

 

O animal já saciou

O desejo que o possuía

No colchão se prostrou

Enquanto a vitima se esvaía.

 

Não se esvaía em sangue

Que pouco lhe corre no corpo

Esvaía-se antes

Na falta de conforto.

 

Não houve um carinho

Um mimo ou um beijo

Não houve amor

Não houve desejo.

 

O animal sai

Poucas palavras ele diz

O animal lá vai

Agora com um ar feliz.

 

A presa que possuiu

No quarto prostrada ficou

Sonhou que fugiu

Mas perguntou-se “para onde vou?”

 

Regressa a casa satisfeito

O animal saciado

Que o seu maior defeito

É pensar que a usou sem pecado.

 

A noite não passa

O relógio não anda

A presa ressaca

E não vai a nenhuma banda.

 

O dia nasceu

O sol está a brilhar

E com ele morreu

Mais um conto de arrepiar.

publicado por sensei às 13:21

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A minha riqueza

Ontem perguntas-te

Porque andava sempre de mãos a abanar

Parece que só de mim gostas-te

Quando tive algo para te dar.

 

Olhas-te nos meus olhos

E disseste com frieza

Que eu tinha mudado muito

E eu perguntei se tinhas a certeza

 

Respondeste-me que sim

E nem consegues imaginar

A alegria que causas-te em mim

Por essa certeza tu me dares.

 

É que eu percebi

Que não posso comprar ninguém

Com os presentes que te ofereci

Ou que ofereci a alguém.

 

É por isso que hoje

Dizes que ando com as mãos a abanar

Mas as mãos cheias, de nada valem,

Se não tivermos carinho para dar.

 

Hoje carrego comigo

Nestas mãos que tu vês

O tesouro mais pedido

O tesouro que não vês.

 

Carrego nas mãos, para ti, vazias

E no coração também

Muito amor e alegria

Para oferecer a alguém

 

É o meu maior tesouro

Que não posso esconder

Quero dá-lo a todo o mundo

Quero dá-lo até morrer.

 

Só assim terei riqueza

E muita comodidade

Porque não suporto a frieza

Desta nossa sociedade.

sinto-me: Normal
publicado por sensei às 11:40

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Terça-feira, 4 de Setembro de 2007

Muda o mundo

Eu procurei nas estrelas

O que devia fazer

De entre as mais belas

Uma desceu para me dizer

 

Muda o mundo

Muda o mundo

 

Procurei no meu coração

Força para o fazer

Mas o mundo é uma imensidão

Não o conseguiria mover.

 

Foi então que percebi

O que a estrela queria dizer

Com o amor que tenho no coração

Um belo mundo iria mover.

 

Mas depois que mundo

Seria o que me esperava

Era o que eu pensava

Enquanto na minha cabeça ecoava

 

Muda o mundo

Muda o mundo

 

Foi quando te vi

No parque de estacionamento

A tentares ganhar dinheiro

De uma forma tão deprimente

 

Pediste-me uma moeda

Perguntei se não preferias lanchar

Num bar ali proximo

Consegui mudar o teu ar.

 

Foi então que me disses-te

Que querias fugir

Sair daquela vida

E foi aí que ouví

 

Muda-me o mundo

Muda-me o mundo

 

Tive o prazer

De te acompanhar

De te ver renascer

De te ver lutar

 

Hoje és a mais bela

Aque me faz viver

Com quem sonho de dia

Para de noite te ter.

 

Agora já percebi

O que a estrela quis dizer

Que ao mudar o teu mundo

O meu ia crescer

sinto-me: bem
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publicado por sensei às 13:29

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A minha humilde opinião

Perguntas-te-me a opinião

Que eu tunha de uma rapariga

Disse-te simplesmente que não

Se não daria em briga.

 

Insistis-te comigo

Para eu ser correcto e frontal

Insistis-te comigo

Para dizer o que estaria mal.

 

Tu sabes que sou verdadeiro

Que digo sempre o que acho

Eu não sou como muita gente

Que só fala verdade quando esta como um cacho

 

Disse-te que a petiz

Que tu tanto dizes gostar

Não passa de uma jovem meretriz

Que com todos se gosta de deitar

 

Falo-te por experiencia própria

Porque com ela também eu fodi

Falo-te por experiencia própria

Porque com ela eu vivi.

 

Não passa de uma puta

Das mais rascas que já vi

Que depois de me roubar todo o dinheiro

Apaixonou-se por ti.

 

Não caias nas artimanhas

Dessa cobra vestida de dama

Que possui muitas manhas

Para te encantar na cama.

 

Mas depois de esgotar

Todo o teu tesouro

De certeza vai encontrar

Um novo homem de ouro.

publicado por sensei às 12:55

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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

Será que sou um anjo?

Hoje desarmas-te-me

Tiras-te a minha armadura

Tu hoje desmacaras-te-me

Na minha nudez mais pura.

 

Chamas-te-me anjo

Que te fazia feliz

Disseste-me algo

Que eu nunca quiz

 

Perguntei-te se um anjo

Como eu te faria chorar

Respondeste-me que sim

Que só assim dariam valor à palavra amar.

 

Disses-te que os anjos

Tambem nos fazem sofrer

Para dar-mos valor ás coisas

Para dar-mos valor ao querer.

 

Disses-te que os anjos

Também nos fazem chorar

Para sermos preserverantes

Para termos força para conquistar.

 

Será que sou o teu anjo

Mesmo depois de tudo que te fiz sofrer

Mesmo depois de tudo o que choras-te

Mesmo que eu não te magoe por querer?

 

Será que sou o teu anjo

Por detrás desta armadura

De frieza e escuridão formada

Para proteger a ternura?

 

Será que tenho ternura

carinho e amor para dar

Será que tenho isto tudo

Para um anjo me considerar?

sinto-me: :P:P:P
tags: ,
publicado por sensei às 15:22

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