Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

Noite de Prazer

Os teus lábios de veludo

Tocaram nos meus

Esse teu toque carnudo

Fez-me bradar aos céus

 

A tua língua inquieta

A descobrir a minha boca

A tua língua inquieta

A sair da sua toca

 

A tua boca hoje sabe

A gelado de caramelo

Esse saber que abre

Caminho para o duelo

 

Os nossos lábios unidos

As nossas línguas a batalhar

Os meus olhos bem fechados

Para te conseguir saborear.

 

A minha boca descola

Numa viagem pelo teu pescoço

Nas tuas orelhas se enrola

A minha língua com gosto.

 

Vou distribuindo beijos

Entre o teu pescoço, orelhas e cara

Vai aumentando o desejo

De possuir a tua beleza rara.

 

Mudamos de papéis

Agora és tu a exploradora,

A senhora dos anéis,

Ou uma selvagem devoradora.

 

As minhas mãos também viajam

Entra as nádegas e o teu peito

Numa viagem interminável

Que terminar eu não vejo jeito

 

O toque dos teus dedos

Vai percorrendo o meu corpo ao de leve

Não sei se por teres medo

Ou para não deixares rasto na neve.

 

O teu cheiro que aspiro

Num misto de tabaco e perfume

É esse odor que respiro

Que me dá forças para chegar ao cume.

 

Que marotos os meus dedos

Que desabotoam a tua blusa

Querendo desvendar os segredos

Que guardas em ti, minha musa.

 

A cada botão que desaperto

O desejo em mim aumenta

O teu corpo vai ficando descoberto

E o meu coração quase rebenta.

 

Finalmente lá caiu

O primeiro bastião

A blusa lá saiu

A blusa foi para o chão

 

Parece que tu não queres

Que eu fique a ganhar

Pressa pareces ter

Para a minha t-shirt tirar.

 

Os teus seios tão belos

Tão firmes e perfeitos

Como eu adoro vê-los

Imaculados, sem defeitos.

 

Vou beijar o teu peito

Que reluz à minha frente

Vou tirando o soutien

Que desaparece de repente

 

Mas que obras de arte

Os teus peitos empinados

Como foi possível criar

Esses peitos tão delicados

 

Cobro-os de beijos

Carícias e lambidelas

Crescem em nós os desejos

Enquanto viajo por “elas”.

 

Afasto-me das tuas mamocas

E vou descendo o teu corpo

Cada vez mais longe dessas bombocas

Cada vez mais perto do meu horto.

 

Desaperto o botão

Enquanto beijo a tua barriga

O fecho abro com prontidão

Chega-me a lufada da tua “amiga”

 

Um para o chão

O outro também

Deitada no colchão

Saem os sapatos dos teus pés, meu bem.

 

As calças deslizam

Pelas ancas e pernas

No chão são deixadas

Agora sinto as tuas pernas

 

Que pele suave

Que pernas tão bonitas

Que aroma tão suave

Vem de entre essas pernas benditas.

 

Puxas-me para cima

Quando ao tesouro ia deitar mão

Empurras-me para o lado

E prostrado, fico eu no colchão.

 

Agora és tu que desapertas

As calças que eu tenho

Com calma, se não despertas

O monstro do engenho

 

Ele já à muito despertou

Mas continua enclausurado

Dos boxers não saltou

Mas parece já preparado

 

Lá se vão os sapatos

E as calças a seguir

Com o teu ar de felina

Lá começas a subir

 

Paras nos meus boxers

Como me querendo provocar

Sinto no meu sexo

O teu leve respirar

 

A tua mão acaricia

Com cuidado, mas com firmeza

O brinquedo que ali crescia

E se erguia com dureza.

 

Finalmente a luz do dia

Para o órgão enclausurado

Ele que pensava que iria

Ao abandono ser votado.

 

Que quente

Que delicada

Que húmida

Essa boca recatada

 

De beijos o encheste

Na tua boca desapareceu

Que sensação me crias-te

Nesta minha viagem ao céu.

 

Não aguento mais

Vou explodir

Isto é bom demais

Mas tenho que resistir.

 

Agora é a minha vez

De saborear o meu tesouro

Esse tesouro que tu tens mulher

Esse que não é feito de ouro.

 

Beijo o meu tesouro

Sobre as cuecas tão lindas

Um odor melhor que odor a ouro

Dá-me logo as boas vindas

 

Afasto as cuecas

Para poder observar

Que beleza ali se esconde

Que vontade de a beijar

 

As cuecas, como que por magia

Desaparecem do teu corpo

Eu quase que juraria

Que ou sonhava ou estava morto.

 

É que só lá no céu

Se pode ver algo de tão bonito

Talvez tapado por um véu

Talvez perdido naquele infinito

 

Começo a beijar

O meu horto de flores

Começo a sentir-te latejar

Começo as saborear os teus odores.

 

A minha língua vai brincando

Com o teu botão

O meu dedo vai entrando

Na tua escuridão

 

Sinto que estás a gostar

Sinto que estás a sentir

Sinto que te posso fazer delirar

Sinto que te posso fazer o orgasmo atingir.

 

Os teus gemidos enlouquecem-me

Fazem com que eu queria mais

Cada vez que os vais soltando

O desejo, em mim, cresce mais.

 

Pedes para que juntemos

Num único baú

O teu tesouro e o meu

Numa dança do Homem nu.

 

Foi a união perfeita

Não podia ser melhor

Foi a união perfeita

Vivida com fervor.

 

Percorremos todo o kamasutra

Percorremos os nossos corpos

Alimentamos os desejos

Até que eles ficassem mortos

 

Vimos as estrelas

Explodir de alegria

Vimos flores muito belas

Dançar como a muito eu não via

 

Viajamos quilómetros

Sem sair do lugar

No final os nossos corpos

Estavam no mesmo lugar

 

O suor escorria

Dos corpos desnudos

Os corpos cheios de alegria

E nós ofegantes e mudos

 

Chegas-te lá

Atingis-te o orgasmo

Pergunto eu envergonhado

Um pouco ainda no marasmo.

 

Dizes-me que sim

Mais que uma vez

E isso cria em mim

Um sentimento de altivez

 

Tive prazer redobrado

Porque consegui lá chegar

Será que a tirei levado

A também ela gostar?

 

Espero que sim

Porque se o orgasmo não atingiu

A ejaculação que eu tive no fim

Para mim de nada serviu

 

Mas acredito que tenha atingido

O prazer mais puro

As carícias que depois trocamos

Maravilhoso, voltou a pôr-me duro.

 

 

 

Obrigado a todas as mulheres que fizeram e fazem parte da minha vida. Para mim são a maravilha do mundo numero 1. Sei que a experiencia não é muita, podemos mesmo dizer que é nenhuma, mas espero que tenha conseguido, através dos filmes porno que vi, traduzir uma noite de sexo e paixão.

 

Beijinhos e abraços.

 

É verdade, eu continuo virgem e não é de signo..

 

sinto-me: Embergunhado
publicado por sensei às 10:49

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7 comentários:
De Catarina a 18 de Setembro de 2007 às 13:46
Muito bem, agora essa de seres virgem nao sei
Mas pronto tu lá sabes.
Sé nao acredito que essa inspiracao venha de filmes porno, pk acho sk els nao sao assim, tao sensuais tao intimos tao delicados como tu descreves! Isso vem de ti, da imaginacao, talvez... da pratica nao sei, se és virgem...

Jinhos seu
De sensei a 18 de Setembro de 2007 às 13:58
tu tens duvidas que eu seja virgem?
Olha que acho que não devias ter, certo?
De fofinhatuga a 18 de Setembro de 2007 às 21:13
Bem lá numa coisa acertaste: que o poema era grande era
E este tema...bem não podia ter sido melhor e mais acertada a tua escolha!Lol!
As palavras bem escolhidas, a cena bem estudada, o momento erótico, a paixão, a loucura, a descoberta, a vontade de querer provar e ser provado...bem, também quero uma noite assim
Agora essa do seres virgem e da ideia ter vindo dos filmes porno...uhhhmmmm, não sei n
De sensei a 19 de Setembro de 2007 às 11:30
Eu acho que nao tens como provar que eu não seja virgem, até porque eu sou mesmo virgem.
E a ideia veio de filmes porno sim senhora, com uma mistura de novela venezuelana traduzida para brasileiro e transmitida na TVI.
queres uma noite assim? ai ai ai a marota. lol
De fofinhatuga a 21 de Setembro de 2007 às 20:11
Finalmente tive uma noite assim
Iuuupiiiii
Bigada pelas dicas do teu poema...foi delicioso
De Miguel a 20 de Setembro de 2007 às 01:19
Este poema está muito bom, como aliás já é um hábito neste blog.

Mas a suposta"ironia" do auto-comentário final, achei suberbo.

Eu próprio costumo usar essa expressão com a mesma reacção que tens nos comentários.

Sim é verdade, eu também sou virgem !


miguelzucho@yahoo.com.br
De sensei a 20 de Setembro de 2007 às 10:18
Eu posso afirmar que sou virgem, porque não há provas em contrário. Seria sempre a minha palavra contra a das outras pessoas e nao chegariamos a lado nenhum.
:D
Um abraço

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