Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

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Nao sei muito bem o que colocar como titulo, mas....

Hoje venho falar-vos de um medo meu, que me atormenta a algum tempo, mas que hoje se reavivou por uma noticia que vinha nos jornais.

Chris Benoit, ao que tudo indica, assassinou a sua familia e suicidou-se depois.

Isto pode parecer estupido, e se calhar até é, mas um dos meus medos é ter tudo e no fundo não ter nada. Que pode ter levado um homem, com uma vida que penso ser boa, bom ordenado, uma familia, amigos, boas casas, a assassinar a sua esposa e o seu filho de 7 anos? Será que ele tinha mesmo tudo o que queria, ou faltava-lhe algo que para ele seria muito mais importante que todos estes bens que eu citei?

Custa-me a crer que um homem daqueles, que tanto tempo passou a treinar, a competir, a divertir os outros, preferisse terminar com a sua vida em vez de lutar uma vez mais.

Será que ninguém reparou que ele precisava de ajuda? Que ele não estava bem? Ou será que tudo aconteceu, como diz a minha avó, numa hora do Diabo?

Não deve ser facil viver com a culpa de ter morto um filho de 7 anos, nem a mulher que vive connosco. Pelo que vem nos jornais, os assassinatos deram-se num dia e ele suicidou-se noutro dia, noutro momento, noutra situação.

Será que uma discussão levou a este triste final?

Se ele se suicidou no dia seguinte, ou horas depois, será que foi ainda da "loucura" que tinha, ou será que foi da vergonha que sentiu por ter cometido tal acto tão brutal?

Eu tenho medo que me aconteça o mesmo, que num momento do Diabo cometa uma tolice que depois me arrependa. Já o fiz, mas nunca com um final tao mau. Não percebo, e tenho medo de nao perceber, porque se mata uma criança de 7 anos. Será que ele tinha tanta culpa para morrer?

Como diz o Pedro Abrunhosa, gostava que alguém me levasse este fantasma.

As vezes temos tudo e nao temos nada, faltanos algo que é muito importante para nós, que os outros nao sabem, nao conseguem ver, ou nao querem ver.

" de que serve ter um mapa

se o fim está traçado

de que serve a terra a vista

se o barco está parado

 

de que serve ter a chave

se a porta está aberta

de que servem as palavras

se a casa está deserta..."

 

Ás vezes é isto que acontece, temos o mapa mas nao conduzimos a nossa vida, vemos a terrra mas nao seguimos em direcçao dela, temos a chave mas nao precisamos ou nao queremos utilizar, e até podemos ter a casa cheia, mas para nós pode parecer deserta.

Como já li, a maior solidão é estarmos numa sala cheia de gente e sentirmo-nos sózinhos.

 

Tenho medo de ser má pessoa, de erra de forma irremediavel, de depios nao ter coragem de admitir e acabar comigo. Logo eu que gosto de viver.

 

Desculpem este desabafo, mas....

 

beijinhos e abraços

sinto-me: estranho
publicado por sensei às 13:47

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2 comentários:
De Miriam a 27 de Junho de 2007 às 15:16
Realmente também me custa a crer, talvez esta não seja a palavra mais correcta, mas é-me muito complicado entender que alguém que tinha tudo para ser feliz e que irradiava satisfação pela sua profissão no mundo do wrestling, tenha acabado de forma bárbara com a vida daqueles que mais gostavam dele e mais queriam ver a sua felicidade.
É-me muito complicado entender como é que podemos acabar com a vida de um filho...uma criança de 7 anos que não faz mal a ninguem...simplesmente não entendo o porquê, que se terá passado?
Logo a uma criança, a um filho...
Todavia, como os mais antigos dizem, muitas vezes cometemos actos que não conseguimos explicar o porquê de acontecerem.
São horas de loucura, muitas vezes derivadas de esgotamentos ou discussões, de acharmos que apesar de termos tudo, nada temos efectivamente, que estamos sozinhos no mundo e que por muito que tenhamos pessoas que nos amem, sentimo-nos cada vez mais sozinhos e incompreendidos...
Situações destas, que não consigo explicar, nem mesmo entender,fazem-nos cometer os piores actos que cada vez mais deixam de ser somente em nós próprios para começarmos a magoar também as pessoas quem mais gostamos.
De cada vez que ouço este tipo de histórias, lembro-me do dia em que soube da noticia de suicidio de um amigo meu.
Também não consegui entende-lo, ou no fundo acho que até entendi, mas nunca esperei que ele realmente o fizesse.
Momentos de solidão, tristeza e alguma loucura em que consideramos que nada nem ninguem nos pode fazer feliz e que tudo é mau...
Todos nós temos medo de errar e eu não sou excepção, apesar de nunca ter cometido nenhuma loucura, mas já ter feito algumas tolices que ainda hoje me arrependo...ainda as continuo a fazer, mas espero que nunca na vida venha a cometer nenhuma loucura como esta e que apesar de não ter tudo o que ele tinha, me possa considerar uma pessoa feliz desejosa de viver todos os minutos junto daqueles que mais amo...

Não tenhas medo de errar nem de ser má pessoa, porque isso não o és definitavamente, e eu acredito em ti e na tua coragem para reconheceres o erro e dar a volta...acredito na tua humildade e no teu prazer de viver a vida a 100% sem contudo querer magoar ninguem.
E mesmo que surjam loucuras, momentaneas, espero e acredito que nunca magoarás ninguem.

Jinhos



De Catarina a 27 de Junho de 2007 às 22:33
Olá
Não sei o k dizer perante um caso destes. Não há justificação racional, mas na cabeça dele terá havido no momento em k o fez, mas depois a frio talvez tenha percebido a dura realidade da sua irracionalidade e não suportou viver assim. Ou então não foi nada disso e nós apenas estamos para aqui a conjecturar. Nunca o saberemos.
Mas o k posso dizer é não te conheço capaz de uma coisa dessas! És demasiado bondoso para o fazeres, mm que inconscientemente. Não tenhas medo de ti próprio e vive da forma como sempre tens vivido a pensar que a vida vale smp a pena viver!!! Jinhos
Já te disse hoje k gosto muito de ti?

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