Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

Será que algo serei?

Habita em mim

O mal e o pecado

Que me faz assim

Um ser amargurado

 

A vida não me adoça

A maneira de viver

A vida na roça

É a vida que vou ter

 

Nas veias transporto

O liquido vermelho

Que por vezes entorno

Quando me falta o engenho

 

O coração bate

As pancadas do tempo

Por vezes a rebate

Por vezes a “destempo”

 

Lutei para crescer

Para poder “voar”

Agora criança gostava de ser

E para casa voltar

 

O mundo dos adultos

Que queria conquistar

É um mundo de insultos

Que teima em me desanimar

 

A sociedade

Que somos todos nós

É cheia de vaidade

Já não é como a dos nossos avós

 

Hoje eu luto para comer

Para poder sobreviver

Porque se amanha morrer

Sei que nada eu vou ter

 

Mas eu luto

E luto com afinco

Mas com um chuto

Para a rua vou, e não brinco.

 

Ajudo toda a gente

Tento todos fazer feliz

Por demente me têm

Não por ser infeliz

 

Porque riu e faço rir

Porque brinco e faço brincar

A infelicidade não deixo sobressair

Mas cá dentro sinto-a a aleijar

 

Mas não me adianta gritar

Porque no deserto parece que estou

Não sei como me orientar

Não sei para onde vou

 

Sei que não vou chegar e nenhum lugar

Sei que nada vou ter

Sei que nada irei conquistar

Se calhar, nada irei ser.

publicado por sensei às 17:22

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4 comentários:
De CA a 12 de Dezembro de 2007 às 10:38
Olá
O poema traduz bem akilo que sentes, imagino eu.
Sei k que estou de fora e não posso muito fazer, se ao menos estivesse nas minhas mãos!!
Mas estou aki!!

Jinhos
De Maria a 12 de Dezembro de 2007 às 12:26
Se é que possa servir de consolo, na maioria das vezes também me sinto assim.
Bjinhos
De fofinhatuga a 12 de Dezembro de 2007 às 14:56
A transparência da tua alma em palavras tão simples mas verdadeiras.
Os sentimentos, as vivencias, as palavras que não saem e que te agarram para evitar qualquer fuga.
Eu sei...
Jinhos grandes
(estarei sempre aki para te puxar para cima, tu sabes)
De fofinhatuga a 12 de Dezembro de 2007 às 14:57
A transparência da tua alma em palavras tão simples mas verdadeiras.
Os sentimentos, as vivencias, as palavras que não saem e que te agarram para evitar qualquer fuga.
Eu sei...
Jinhos grandes
(estarei sempre aki para te puxar para cima, tu sabes)

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