Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

A minha riqueza

Ontem perguntas-te

Porque andava sempre de mãos a abanar

Parece que só de mim gostas-te

Quando tive algo para te dar.

 

Olhas-te nos meus olhos

E disseste com frieza

Que eu tinha mudado muito

E eu perguntei se tinhas a certeza

 

Respondeste-me que sim

E nem consegues imaginar

A alegria que causas-te em mim

Por essa certeza tu me dares.

 

É que eu percebi

Que não posso comprar ninguém

Com os presentes que te ofereci

Ou que ofereci a alguém.

 

É por isso que hoje

Dizes que ando com as mãos a abanar

Mas as mãos cheias, de nada valem,

Se não tivermos carinho para dar.

 

Hoje carrego comigo

Nestas mãos que tu vês

O tesouro mais pedido

O tesouro que não vês.

 

Carrego nas mãos, para ti, vazias

E no coração também

Muito amor e alegria

Para oferecer a alguém

 

É o meu maior tesouro

Que não posso esconder

Quero dá-lo a todo o mundo

Quero dá-lo até morrer.

 

Só assim terei riqueza

E muita comodidade

Porque não suporto a frieza

Desta nossa sociedade.

sinto-me: Normal
publicado por sensei às 11:40

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1 comentário:
De fofinhatuga a 5 de Setembro de 2007 às 13:53
Para além de ser um poema muito bonito mesmo, mas disso já tu sabias porque eu já to tinha dito, considero de extrema importancia a mensagem que passas.
Cada vez mais, a nossa sociedade vive em função do material e do que as pessoas têm e cada vez mais as relações se baseiam também naquilo que damos ou oferecemos à outra pessoa.
Tendem-se a esquecer pequenos gestos, como um beijo, um sorriso, uma flor ou um simples obrigado, que valem muito mais do que qualquer prenda que nos possa ser oferecida.
Não quero com isto dizer, que não seja bom receber uma prenda de vez em quando, porque é, mas existem coisas tão mais bonitas de se oferecer...
Talvez seja ilusoria esta minha maneira de ver as coisas e o mundo, mas eu penso assim e porque a vida nos traz também algumas experiencias, vamo-nos apercebendo cada vez mais que muitas relações que à partida são dadas como lindas, tendem a acabar quando deixam de haver as tais prendas.

Jinhos grandeeeees

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